A FLAP começou em 2005 como um festival de poesia alternativo, tentando agrupar poetas de diferentes tendências e apresentar novos nomes no cenário das letras, mostrando que a poesia não era uma arte de poucos, mas de muitos.

A proposta original foi plenamente cumprida, e a FLAP tornou-se referência entre a geração mais nova de poetas brasileiros, e desde o ano passado é a principal referência brasileira entre os jovens poetas de toda a América Latina.
Este ano, com a discussão sobre os Vinte Anos de Muro, a FLAP apresenta mais uma proposta radical: a poesia não apenas como artefato artístico, mas como voz política em toda a sua extensão.

Todos os poetas que participarão este ano têm não só uma preocupação formal e estética com sua obra, mas também buscam um efeito político, seja sobre as fronteiras, seja sobre os abismos sociais. Pretendem avaliar como a produção poética pode reproduzir ou transformar os meios e modos de vida de quem está no ambiente cultural a que se destina. E ampliar, cada vez mais, esse ambiente, fazendo da poesia uma arte para muitos.
Assim, a FLAP não apenas faz falarem vozes novas, mas também vozes que fazem ouvir novidades.
